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O Cristão Consumista PDF Imprimir E-mail
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Em 1978, um pouco antes da Sra. Thatcher chegar ao poder na Inglaterra, John Stott escreveu seu conhecido comentário sobre o Sermão da Montanha, intitulado Christian Counter-culture (Contracultura Cristã). Mas agora, olhando para a igreja vinte ou mais anos depois, me pergunto: o que aconteceu com a contracultura? De que maneira os cristãos estão diferentes?
Parecemos freqüentemente tão envolvidos e imersos na promessa de felicidade proposta pelo consumismo quanto qualquer outra pessoa. (...) No entanto, a Palavra de Deus nos revela coisas que nos causam desconforto. Nada há de errado com o mundo material, mas os cristãos estão sendo cada vez mais levados a adorar as coisas criadas. É provável que a nossa alegria esteja alicerçada nas criaturas em vez de firmada no Criador. Muitos que se dizem cristãos estão apenas interessados em um Deus que os encha de "saúde e riqueza" por intermédio dos assim chamados pregadores da Palavra da Fé do evangelho da prosperidade. Muitos de nós se tornaram amantes mais dos prazeres do que de Deus (2Tm 3:4). Isso acontece para a nossa vergonha e nos coloca em risco espiritual.
Mesmo sem a ameaça do mundo tentando fazer com que apostatemos da fé em Cristo e nos oferecendo seus prazeres materiais (...), a causa principal da impotência da igreja cristã nos dias de hoje não é necessariamente os grandes pecados, mas o simpres fato de que os cristãos se distraem com o que é trivial, com a infinidade de opções para ocupar o tempo na sociedade de consumo. Estas coisas talvez não sejam más em si mesmas, talvez não haja nada de errado com certas coisas que podemos comprar, mas o problema é que a nossa vida fica tumultuada e absorvida por coisas, atividades, diversão e tudo o mais que achamos tempo para fazer. Enquanto isso acontece, nosso foco na afirmação "Não terás outros deuses diante de ti" desaparece sem que se perceba. Nossa vida cristã é contaminada, não necessariamente por grandes corrupções, mas por assuntos triviais. Nas palavras de John Bunyan, nos desviamos na Campina. Em linguagem antiga, nos tornamos mundanos.

A mentalidade consumista não somente deturpou a nossa fé pessoal, como também enfraqueceu a importância das igrejas para a sociedade que está ao seu redor. Preferimos ir atrás do sonho de morar em uma casa bonita. Preferimos morar em um lugar onde podemos comprar uma casa melhor pelo preço que oferecemos. Uma vez que as pessoas optaram por ir "de carro" para a igreja, então as igrejas não estão mais ligadas às suas comunidades locais. Morando longe do local onde a igreja se reúne, torna-se mais difícil para a congregação se envolver em questões sociais e de boas obras que nos foram imputadas por Jesus e pelo evangelho como dever para com a comunidade. Em vez de os cristãos morarem e cultuarem a Deus em seus próprios bairros e sua fé sobreviver em um contexto que naturalmente esteja relacionado à fé e vida, o que ocorre é uma separação. As pessoas que moram no local onde se situa a igreja apenas vêem muitos carros chegando e saindo aos domingos. As pessoas que moram nos bairros em que os cristãos residem apenas vêem os carros saindo aos domingos e, depois de algum tempo, retornando. Nenhum grupo relaciona a vida dos cristãos ao amor de Deus manifestado por meio do cuidado de sua igreja. Como dissemos, grande parte deste deslocamento acontece porque há cristãos que vão atrás do que basicamente são valores do consumismo no que se refere à moradia e conforto. Onde está o compromisso com Cristo que não tinha onde reclinar a cabeça? Onde estão os valores do Senhor Jesus que estava preparado para "levar a vida com dificuldade", deixando as glórias do céu, tornando-se um simples carpinteiro e pregando sem rumo para seguir por nos amar e pelo bem do reino de Deus? Os cristãos precisam encarar estes fatos. Formar uma igreja para Deus requer compromisso.

Autor: Jonh Benton

Editora Cultura Cristã

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miriam  - o cristão consumista   |04-12-2009 06:46:57
concordo em parte.existem as excessões como a minha.eu escolhi a
igreja (denominação) que põe a fé em prática da forma que creio ser a mais
sensata.e esta igreja, que mais me edifica espiritualmente, fica longe da minha
casa.tenho tentado me adaptar a que é perto de casa, mas estou com
dificuldades.tenho pedido a Deus que me conceda uma moradia perto da minha
igreja do coração.
Paulo lopes  - a palavra   |04-12-2009 05:25:42
Me perdoe pelas verdades escrita nesse comentário,sou convertido á 12 anos e
visitei várias igrejas evangélicas,não estou falando denominações;e em
algumas valorizam mas os rituais e costumes do homem do que há palavra.

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