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Para se livrar de um casamento ruim é necessário eliminar o seu cônjuge idealizado!
Ninguém consegue explicar o mistério da paixão humana. Por que escolhemos uma pessoa em meio a tantas possibilidades? NOsso mundo frio, calculista e matemático se perde diante desse fenômeno. Nãs faz parte da lógica matemática. A paixão é algo ilógico, irracional. É uma doença da qual todos somos acometidos algum dia - e da qual gostamos, por incrível que pareça!
E como é bonito de se ver dois jovens apaixonados um pelo outro? Mas se apurarmos nosso olhar vamos constatar que realmente eles parecem 'meio doentes' do ponto de vista emocional. E isso se expressa na forma parcialmente distorcida como percebem a pessoa.
Na paixão ocorre uma idealização de todas as virtudes de outro e chegamos a inverter aspectos da personalidade que, definitivamente, o outro não tem. Trata-se de uma necessidade emocional de idealizar o outro para atingir o sonho romantico de de uma pessoa que nos fará plenamente felizes e satisfará todas as necessidades emocionais de forma compreensiva e apaixonada.
A frustação quando descobrem que o outro não é tão cooperativo, e que também tem seus planos e sonhos secretos, pode ser muito grande e gerar ressentimento. Fazer a transição o "eu" para o "nosso"exige maturidade este que só é alcançada por meio do diálogo aberto e constante.
Dessa forma constatamos que a escolha movida pela paixão é essencial para dar início a um relacionamento, mas não é capaz de sustentá-lo a longo prazo. São necessário outros elementos que levem o casal à descoberta do outro real.
Nossa sociedade conspira contra o alcance dessa descoberta ao supervalorizar a paixão romântica, tão venerada em canções e filmes, e afirmar que quando a paixão acaba não há motivo algum para continuar o relacionamento. Justamente é por isso que alguns trocam de de parceiro ou parceira como trocam de roupas (...) a paixão acabou e então não tiverem maturidade para conviver com o outro real e construir com ele um relacionamento verdadeiramente significativo.
No fundo tais pessoas como bebês imaturos, em busca de um paraíso aqui na terra ou de um "útero" para o qual possam voltar e ser protegidos da realidade. E isso é uma ilusão!
Se há um caminho difiìcil no processo de escolha, por todos estes fatores citados anteriormente, há além deste um caminho necessário de desmitificação do cônjuge idealizado e o encontro com a pessoa real. Somente com esta pessoa real é que poderemos construir um caminho a dois de felicidade verdadeira.
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