|

A liderança cristã madura não é um encargo exigente. Trata-se de levar as coisas e pessoas em direção a um objetivo.
"Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela, para que a santificasse". Efésios 5:25,26
Jesus Cristo levou sua noiva à santidade e ao céu, através do caminho do Calvário; Ele parecia fraco, mas era infinitamente forte ao dizer não ao caminho do mundo. Assim será sempre com homens maduros que assumem a responsabilidade de liderar. Não significa tomar o lugar que Cristo possui na vida da mulher. Significa conduzir a esposa a depender de Cristo e não dele.
A masculinidade madura não pressupõe superioridade, mas mobiliza as habilidades das outras pessoas, considerando as idéias daqueles a quem lidera e pode adotá-las, se forem melhores do que as dele. Em Efésios 5:28-29, a esposa é retratada como parte do corpo do homem, assim como a igreja é parte do corpo de Cristo.
Cristo não guia a igreja como sua filha, e sim como sua esposa. Ele a está preparando para ser "co-herdeira". (Romanos 8:17) Então, ao amar sua mulher um homem está amando a si mesmo. Isto elimina uma liderança masculina que trata a mulher como uma criança, com excessivo controle que tende a produzir na esposa, imaturidade pessoal, fraqueza espiritual e insegurança. (PIPER, GRUDEM, 1996, p. 14)
Na família, o homem não executa todo o pensar e o planejar. Não pressupõe iniciar toda ação, mas sente a responsabilidade de prover um padrão geral de iniciativa, sobre o planejamento espiritual e moral da vida familiar. Haverá ocasiões em que a mulher fará todo tipo de planejamento e iniciativa. Mas, ainda assim haverá um padrão de iniciativas que é provido pelo homem.
O padrão de liderança masculina não seria bíblico, se a mulher frequentemente tiver de tomar a iniciativa de orar nas refeições, de tirar a família da cama para ir ao culto no domingo pela manhã e de reunir a família para períodos devocionais. Se ela se torna a responsável geral, enquanto o homem é passivo, algo contrário à masculinidade e à feminilidade bíblicas está surgindo.
James Dobson, preocupado com a recuperação da liderança caseira dos homens, escreveu:
Um homem cristão é obrigado a liderar sua família no máximo de suas habilidades... se sua família comprou itens demais no crediário, então o arrocho financeiro é, em última análise, falta sua. Se a família nunca lê a Bíblia ou raramente vai à igreja aos domingos, Deus responsabiliza o homem. Se as crianças são desrespeitosas e desobedientes, a responsabilidade principal está sobre o homem.. não sobre a esposa... A maior necessidade é que os maridos comecem a liderar suas famílias, em vez de esgotar todos seus recursos físicos e emocionais na obtenção de dinheiro.
A masculinidade madura aceita a responsabilidade de dar a palavra final nos desacordos entre homem e mulher. A tomada de decisão se concentra no homem, mas não é ditatorial. O homem busca a participação de sua parceira e frequentemente adota as suas idéias. A consciência da imperfeição deverá guardá-lo de pensar que sabe o que é melhor em todas as circunstâncias. Onde não há uma questão moral em jogo, o homem pode ceder sua preferência à mulher. Se houver alguma discordância, o homem aceitará a responsabilidade de fazer a escolha final, e se não implicar em pecado, sua decisão deve predominar. (PIPER, GRUDEM, 1996, p. 16).
Na sexualidade, a masculinidade madura surge com uma mistura de poder para atrair com ternura, força e afeição, que resulta em relações românticas com a mulher através de uma busca intensa e terna. No casamento a mulher é conquistada sexualmente por meio do romantismo do cônjuge. O homem sexualmente ideal é o que age com romantismo antes e durante a cópula. O romantismo é a capacidade de cortejar em todo tempo, até que a mulher ceda espontaneamente aos convites para a relação sexual.
Em pesquisa e entrevistas com casais, SILVA (2002), escreve:
..as entrevistadas descreveram o homem romântico como sendo aquele que "faz com que a mulher se sinta desejada". As entrevistadas que crêem no romantismo como um instrumento usado por seus cônjuges para conquistá-las, o descreveram como a capacidade que seus maridos têm de valorizá-las por meio de bilhetes deixados e que enaltecem sua beleza física e interior, telefonemas dados no meio do dia e que valorizam sua pessoa, beijos, declarações de amor em público ou em particular, envio de flores sem data marcada, e música suave.
Historicamente, as mulheres sempre ajudaram a prover o sustento da família, visto que a vida doméstica exige trabalhos extraordinários, que visam a manutenção da vida familiar. O homem porém deve sentir a responsabilidade benevolente de prover o sustento para sua família. Quando não há pão à mesa, o homem é quem mais deve sentir a pressão de fazer algo para colocá-lo ali. Isso não significa que sua mulher não possa ajudar. O homem deve perceber sua masculinidade comprometida, se ele, por indolência, descuido ou falta de disciplina se tornar dependente dos proventos financeiros da mulher.
Em Gênesis 3 fica evidente que desde o princípio Deus tinha em mente que o homem teria a responsabilidade específica de sustentar a família através do trabalho; e a mulher, a responsabilidade específica de sustentar a família ao dar à luz filhos e alimentá-los. O texto sugere que qualquer inversão de papéis nestes níveis básicos - cuidar de crianças e ganhar o pão - será contrária à intenção original de Deus e contrária ao modo como Ele fez os fez macho e fêmea. Ambos, porém, são sustentadores essenciais da vida (PIPER, GRUDEM, 1996, p. 18).
Pr. Roberto Lira
|